Dimorfismos sexuais:
Os machos são maiores que as fêmeas, possuem a cabeça maior
e mais larga do que das fêmeas e exibem listras nos poros
pré-anais. O hemipênis é visível, na forma de bulbos
situados na base da cauda.
Reprodução:
Um macho pode fecundar varias fêmeas na mesma estação de
acasalamento. O casal se posiciona lado a lado, justapõem os
corpos e os espermatozóides são depositados na entrada da
cloaca da fêmea. No período anterior ao acasalamento, uma
redução da temperatura, obrigando os animais a reduzir o
metabolismo, seguido de uma elevação gradual, acompanha da
do oferecimento de uma quantidade maior de alimentos,
favorece a reprodução dos leopards-geckos em cativeiro.
Postura:
A fêmea deposita 2 ovos por vez. A eclosão ocorre entre 50 e
60 dias, mas pode demorar até 3 meses, caso as condições
climáticas não sejam favoráveis. O sexo dos filhotes é
determinado pela temperatura ambiente, sendo que se a
temperatura estiver abaixo de 25°C: a maioria dos ovos não
vinga e os poucos filhotes serão fêmeas; entre 25°C e 26°C,
nascerão fêmeas; entre 27°C e 31°C, nascem filhotes dos 2
sexos; 32°C e 33°C, nascerão machos; acima de 33°C, a
maioria dos ovos não vinga e os poucos filhotes serão
machos. Antes do acasalamento, é necessário aumentar a
alimentação diária, porque os animais magros produzem ovos
frágeis e quase sempre inférteis.
Os ovos fertilizados devem ser retirados no dia seguinte à
postura e mantidos num terrário maternidade quase totalmente
cobertos por areia úmida ou vermiculita (na proporção de 3
partes de areia ou vermiculita para duas partes de água).
Recomenda-se que seja mantido um pote com água, para
aumentar a umidade relativa do ar no período de incubação.
Se forem deixados no terrário, a fêmea vai ocultar os ovos,
que poderão ser atacados pelos adultos. Por isso, devem ser
transferidos para um terrário maternidade no dia seguinte ao
da postura. No transporte, deve-se ter cuidado para não
girá-los, nem romper-lhes a casca, que é relativamente
frágil.
Para facilitar a sua retirada, se for inserido um pote num
dos cantos do terrário (com cerca de 5 cm de altura), com
areia ou vermiculita umedecida, é praticamente certo que a
fêmea vai procurá-lo para depositar os ovos.
Observações:
Os leopards estão entre os maiores geckos e são os campeões
de longevidade: vivem em média 15 anos, mas muitos animais
ultrapassamos 20 anos saudáveis e sexualmente ativos. São
também os que exibem a melhor capacidade de adaptação à vida
em cativeiro, sendo especialmente indicados para os
criadores iniciantes.
Animal dócil, são um dos poucos geckos que aceita manuseio,
podendo ser manuseado freqüentemente. Deve-se tomar cuidado
com a cauda destes geckos ao manuseá-los pois ela pode
quebrar-se com algum movimento brusco, o que não é bom para
o réptil. Um leopard que tenha perdido o seu rabo, deve ser
mantido em ambiente quente, deve ser alimentado muito bem
enquanto armazena novamente gordura e um novo rabo cresce.
Estes por sua vez crescem muito rápido.
Os leopards geckos filhotes apresentam listras brilhantes
pretas ou marrons, sobre a pele dourada ou cor de cobre. Nos
adultos, as listras se transformam em bolas e a pele se
torna menos brilhante. Atingem a maturidade sexual quando
completam um ano de idade.
Os leopards geckos não possuem as lamelas digitais adesivas,
(eles possuem garras no lugar das lamelas) estes geckos não
conseguem escalar superfícies lisas como os geckos, do
gênero Phelsuma, Gekko, etc.
Uma das particularidades da espécie é a sua cauda, em que o
organismo acumula gordura, para os períodos em que a caça se
escasseia. Principalmente no inverno, quando o metabolismo
se reduz, esse estoque é consumido, garantindo a nutrição
adequada. A cauda também é usada para despistar predadores:
desprende-se e regenera-se com facilidade, mas a nova cauda
, normalmente, exibe irregularidades e tonalidade mais
pálida do que a cauda original.
Os leopards geckos machos são extremamente territorialistas,
quando 2 machos são reunidos num espaço pequeno, é certo que
vão lutar até a morte. As fêmeas também podem se mostrar
agressivas; por isso, no período de introdução e adaptação
no terrário, deve-se observar cuidadosamente o seu
comportamento.
Apesar de serem animais dóceis na o acasalamento destes
animais é um pouco violento por parte do macho que morde a
sua parceira na hora da cruza. O macho tentará a aproximação
violenta primeiro, é um comportamento muito agressivo,
consiste simplesmente em mordidas no pescoço da fêmea, como
ele faria com um macho em situação de combate, e depois
disto o macho copula com a fêmea. Se não der certo e a fêmea
conseguir escapar, ele será menos violento e mordiscará a
base do rabo dela, subindo até o pescoço. Esta última
técnica geralmente é a que funciona melhor.
Espécimes saudáveis estão sempre atentos ao movimento ao seu
redor, tem os olhos brilhantes e são muito vorazes: quando
identificam uma "refeição" no terrário aproximam-se
lentamente, movimentando a língua para sentir o ambiente. O
bote final é rápido e certeiro e a presa é totalmente
triturada ainda na boca.
A facilidade no acasalamento e na obtenção de novos
indivíduos em escala comercial, com diversas novas
variedades de mutações de cores, fixadas e reproduzidas em
cativeiro, além de já ter resultado num conhecimento amplo
sobre o sistema de reprodução e postura, tornou praticamente
desnecessária a coleta desses animais no seu ambiente
natural.