Sobre o Animal
A enorme popularidade do Iguana só foi
consagrada graças ao seu temperamento. Ele é de fácil adaptação, interage com o
homem e é a mais "dócil" entre todas as espécies de répteis. Embora seja
impossível domesticá-lo, até porque não exista réptil emotivo ou domesticável,
como um cão, por exemplo, o temperamento manso e dócil, facilita e minimiza o
nível de estresse a que o animal é exposto durante o manuseio.
É provado por cientistas que o cérebro dos Iguanas, têm estrutura extremamente
primitiva, não tendo condições de sentir qualquer tipo de afeto. O que ele
percebe, na verdade, e isso se condiciona, é o que o somatório dos seus sentidos
- visão, olfato, paladar e hábitos freqüentes - pode distinguir. O que se nota é
que o nível de condicionamento do Iguana é ilimitado, e um convívio prolongado
com o mesmo ser humano pode levar a manifestações de reconhecimento muito
similares às dos mamíferos, mas nunca igual.
O manuseio desses répteis, não é recomendado, mas graças a esse temperamento
menos agressivo do que o de outras espécies, é até possível passear, levar no
ombro, brincar com o Iguana sem deixá-lo muito estressado.
A alimentação dos Iguanas é um atrativo à parte. Ainda que precisem de proteína
animal e na natureza a obtenham alimentando-se de insetos, desenvolvem-se
normalmente com ração para répteis. Pode ser dada também a ração para gatos
(sabor peixe) à base de proteína animal ou a ração para peixes, à base de
vegetais.
Talvez, esse seja mais um motivo das pessoas aceitarem tão bem a convivência com
o Iguana, como animal de estimação, pois a repulsa natural que as pessoas têm em
relação a outros répteis e anfíbios, que se alimentam prioritariamente de
animais vivos, não existirá com ele. O Iguana é considerado um animal de grande
porte para um réptil, e chega a atingir dois metros, em cativeiro aos seis ou
oito anos de idade, sendo que cerca de 70% do comprimento do corpo de um Iguana,
pertencem a sua cauda.