Cuidados Básicos
Guia de
cuidados
básicos para
cuidar de
CAVALOS
MARINHOS DE
CATIVEIRO
“Cavalos-marinhos
are strange,
beautiful,
oddities of
nature. But
the very
things that
make them so
fascinating
to humans
now
threatens to
lead them to
extinction.”
- ABC News
"Os
cavalos-marinhos
são
singulares,
encantadores,
uma
excentricidades
da natureza.
Mas o
fascínio que
exerce sobre
nós, seres
humanos,
está a
levá-los à
extinção. –
ABC News
Os
aquariófilos,
no geral,
sabem que os
cavalos-marinhos
e espécies
relacionadas
têm
necessidades
diferentes
das dos
outros
peixes
marinhos.
Este guia,
baseado na
experiência
de centenas
de
aquariófilos
de
cavalos-marinhos,
investigadores
de
Syngnathidae,
e
reprodutores
comerciais
foi
compilado
para os
ajudar a
cuidar
deles.
NOTA
IMPORTANTE:
Para além
dos
problemas
legais
inerentes à
compra de
cavalos
marinhos
selvagens ou
seja aqueles
apanhados no
seu habitat
natural (WC
em inglês
wild caught)
estes
sobrevivem
pouco tempo
em
cativeiro.
Os cavalos
marinhos
reproduzidos
em cativeiro
(CB em
inglês
captive bred),
impede a
dizimação de
populações
selvagens e
apoia todos
aqueles que
se empenham
na
reprodução
de
cavalos-marinhos.
Além disso,
os cavalos
marinhos
produzidos
em cativeiro
são muito
mais fáceis
de manter:
são
habituados a
aceitar
alimento
congelado,
estão
pré-adaptados
às condições
do aquário,
e são muito
menos
susceptíveis
às doenças.
Como a taxa
de
sobrevivência
dos
cavalos-marinhos
CB é
significativamente
mais elevada
do que a dos
WC, o seu
custo um
pouco mais
elevado
compensa.
COMPRE SÓ
CAVALOS-MARINHOS
PRODUZIDOS
EM
CATIVEIRO.
COMO
SELECIONAR
CAVALOS
MARINHOS
SAUDÁVEIS
Se fôr
comprar os
cavalos
marinhos
numa loja de
aquarofilia,
observe os
cuidadosamente
antes de os
adquirir.
Uma pequena
ferida ou o
menor sinal
de doença
num
cavalo-marinho
pode
resultar em
mortalidade
visto serem
extremamente
sensíveis e
sucumbirem
frequentemente
a doenças
patogénicas
pouco comuns
a outros
peixes
ornamental
marinhos.
Pior ainda,
os
tratamentos
são
completamente
diferentes e
têm pouca
eficácia..
As perguntas
a fazer à
loja de
aquarofilia,
particularmente
se comprar
animais do
tipo WC
podem
ajudá-lo a
escolher
aqueles com
melhor
probabilidade
de
sobrevivência,
embora não
haja nenhuma
garantia na
compra de
cavalos-marinhos
selvagens.
Se, por
outro lado,
deseja
adquiri-los
numa loja
virtual, por
exemplo pela
internet,
certifique-se
que o
fornecedor
tem uma boa
reputação e
que lhe
oferece a
garantia que
os animais
chegam vivos
e saudáveis.
O
cavalo-marinho
está a
comer?
Que
alimento
está a comer
e com que
frequência?
O corpo é
arredondado
sem nenhuns
sinais de
concavidade
abdominal?
NÃO COMPRE
Um
cavalo-marinho
QUE NÃO
OBSERVE A
COMER.
Quando os
cavalos-marinhos
são
introduzidos
pela 1ª vez
num aquário,
embora
estejam em
stress devem
comer dentro
de 24 horas
se estiverem
saudáveis e
num tanque
limpo e bem
arejado.
Observe-os a
alimentar-se
e
cerifique-se
que comem
misidáceos
congelados,
Krill ou
plancton. Se
os
cavalos-marinhos
já estão na
loja há
bastante
tempo e
estão a ser
alimentados
exclusivamente
de artémia
não
enriquecida,
há uma
grande
possibilidade
que estes
espécimes
estejam
subnutridos
- os
cavalos-marinhos
têm um
estômago
rudimentar e
precisam de
absorver
nutrientes
continuamente.
Oferecer uma
dieta
não-nutritiva
para além de
uns dias,
faz com que
o
cavalo-marinho
esgote
rapidamente
os
nutrientes
necessários,
tornando-o
mais
susceptível.
A maioria
dos
cavalos-marinhos
subnutridos
não
sobrevivem
durante
muito tempo.
Se o lojista
os estiver
alimentar
com uma
dieta mais
adequada é
um bom
sinal. A
dieta pode
incluir
artémia
enriquecida,
palaemon spp.
(para
cavalos
marinhos
maiores), o
camarão
vermelho
havaiano,
misidáceos
congelados
ou outro
tipo de
crustáceos
equiparável.
É mais
provável ter
successo com
um
cavalo-marinho
que esteja
treinado a
comer
alimento
congelado, é
mais barato
e o alimento
congelado é
também mais
fácil de
obter. A
maioria dos
cavalos-marinhos
CB são
habituados a
comer mysis
congelado ou
outro
alimento
semelhante.
Dos
cavalos-marinhos
do tipo WC,
o H. erectus,
o
cavalo-marinho
listado da
bacia
atlântica
norte-americana,
tem a
reputação de
ser o mais
fácil a
habituar-se
a comer
alimentos
congelados.
Para uma
dieta mais
completa, pa
além do
alimento
congelado
devem também
receber
regularmente,
uma vez por
semana, uma
variedade de
alimentos
vivos, por
exemplo
palaemon spp.,
artémia
enriquecida,
mollies
bebês, etc.
(nota: O
cavalo-marinho
anão, H.
zosterae, é
uma espécie
resistente,
mas requer o
cultivo de
artémia pois
tem como
alimento
principal
nauplios de
artémia
recém
nascida e
enriquecida
depois de 24
horas com
vitamin/HUFA.
No entanto é
muito
resistente
se suas
necessidades
nutritivas
forem
satisfeitas.
SINAIS A
OBSERVAR
PARA
POTENCIAIS
PROBLEMAS
Há algum
sinal de
feridas na
pele,
descoloração,
inflamação?
Tem um
comportamento
invulgar a
nadar, não
consegue
suportar o
corpo, não
se pendura
pela cauda,
está
pendurado de
cabeça para
baix o ou
encontra-se
deitado no
substrato?
Tem pouco
movimento de
olhos, olhos
protuberantes
ou
inflamados,chagas,
aberturas
branquiais
inflamadas,
o focinho
maltratado,
lesões no
corpo ou
cauda, ou a
respiração
muito
rápida?
Se observar
qualquer
destes
sinais não
compre o
cavalo-marinho.
Tente
resistir à
tentação de
“resgatar”
um
cavalo-marinho
doente ou
mal nutrido.
É difícil
saber qual é
o
comportamento
normal (por
exemplo,
movimento
normal do
olho,
respiração)
sem
experiência
na
observação
de
cavalos-marinhos.
Os
cavalos-marinhos
CB, num
aquário
amadurecido,
com boa
qualidade de
água (amônia
e nitrite,
zero; o
nitrate < 20
ppm) e com
uma dieta
apropriada
pode viver
vários anos
sem
problemas
sérios de
saúde. Os
cavalos-marinhos
WC, por
outro lado,
mostram
frequentemente
sinais de
doença. Para
informação
sobre
doenças e
como
tratá-las,
consulte o
menu
doenças.
CLIMATIZAÇÃO
E QUARENTENA
Os processo
de
aclimatização
não difere
de outros
peixes à
excepção do
uso das
redes. As
redes podem
danificar as
placas
ósseas e a
pele
delicada do
cavalo-marinho.
Para
transferi-los,
é preferível
levá-los
delicadamente
a entrar
para um
recipiente
plástico ou
mesmo
transferi-los
à mão
rapidamente.
Quando se
compram
cavalos-marinhos
selvagens
estes devem
ser
mergulhados
em água doce
ou num banho
de formalina
e,
idealmente,
devem ser
mantidos num
tanque
separado de
quarentena
durante 2 a
4 semanas
antes de os
introduzir
num aquário
com outros
cavalos-marinhos.
Os cavalos
marinhos são
mais
sensíveis do
que a
maioria de
peixes ao
mergulho em
água doce.
Se observar
sinais da
aflição por
mais do que
15 segundos
(por exemplo
agitação,
deitam.se no
fundo),
remova os
imediatamente,
não obstante
o máximo de
3 -5 minutos
exigidos
para remover
ou matar os
parasites
externos.
Não se
aconselha a
mistura de
cavalos-marinhos
selvagens
com os de
cativeiro no
mesmo
tanque.
Observe
todas as
novas
aquisições
com cuidado,
qualquer
comportamento
invulgar ou
lesões
externas ou
outras
anomalias.
Geralmente o
primeiro
sinal de
doença é a
falta de
apetite, mas
esta não é
uma régra
inflexível.
Se supeitar
de algum
sinal da
doença, há
uma guia
detalhada
sobre
doenças no
menu.
Alternadamente,
você pode
incluir o
problema no
Zoo Chat
caso de
emergência
se fôr
necessário.
Há diversos
peritos
disponíveis
que o
deverão
ajudar com o
problema e
responder às
suas
perguntas.
Por favor
não trate um
cavalo-marinho
sem saber
que doença
tem. Para
além disso,
nunca use
soluções à
base de
cobre em
cavalos-marinhos
ou em
pipefish
(marinhas) –
os seus
órgãos
internos são
demasiado
delicados
para
suportar os
tratamentos
de cobre.
O TANQUE DO
CAVALO
MARINHO
Os
cavalos-marinhos
devem ser
introduzidos
num aquário
já
amadurecido.
Existem
vários
métodos de
filtragem e
tipos de
montagem de
tanques
apropriados
para manter
um aquário
de
cavalos-marinhos
saudável e
estável. O
tanque deve
ter uma
corrente
baixa a
moderada.
Certifique-se
que o filtro
biológico é
adequado e
que faz
mudas
regulares,
parciais da
água de 5-20
por cento
por semana
como é
normal para
qualquer
outro
aquário só
de peixes, a
fim de
manter os
parâmetros
da água como
abaixo
indicados.
Os
parâmetros
da água
devem estar
estáveis
antes de
introduzir
os animais:
pH 8,0 a 8,3
Gravidade
específica
1,021 a
1,024
Amónia 0
Nitritos 0
Nitratos <
20 ppm
A maioría
dos
aquariófilos
de
cavalos-marinhos
usam tanques
altos, mas
não é uma
regra
rígida. Os
cavalos-marinhos
precisam de
altura (2.5
a 3 vezes o
comprimento
do animal
completamente
estendido)
para poderem
cortejar e
acopular. A
profundidade
minima do
tanque,
excluindo o
substrato,
deve ser de
pelo menos
2x o
comprimento
do animal
completamente
estendido.
Para além
disso, o
substrato
deve ter
passagens
para que
durante os
rituais de
acopulamento
eles possam
perseguir um
ao outro em
fila
indiana.
É necessário
ter
“agarradeiras”,
isto é algo
onde se
possam
agarrar
enquanto
descansam.
Tabela de
temperaturas
e densidades
das espécies
de cavalos
marinhos
mais comuns
em
aquarofilia
Nota: Use a
seguinte
tabela como
guia. É
importante
manter a
temperatura
estável. As
variações de
temperatura
não devem
exceder os
2º C por
dia. Não
misture
espécies de
intervalos
de
temperature
diferentes.
1. Espécies
Tropicais
- (24º-26º
C)
H.zosterae,
1 par/6
litros –
recomenda-se
20 litros
H.kuda, 1
par/30
litros-
volume
mínimo 60
litros
H.barbouri,
1 par/30
litros-
volume
mínimo 60
litros
H.erectus, 1
par/30
litros-
volume
mínimo 60
litros
H.reidi, 1
par/30
litros-
volume
mínimo 60
litros
H.fuscus, 1
par/20
litros-
volume
mínimo 40
litros
H.comes, 1
par/30
litros-
volume
mínimo 60
litros
H.procerus,
1 par/30
litros -
volume
mínimo 60
litros
2. Espécies
Subtropical
- (22º-25 C)
H.whitei, 1
par/30
litros-
volume
mínimo 60
litros
H.ingens, 1
par/50
litros-
volume
mínimo 180
litros
H.tuberculatus,
1 par/20
litros-
volume
mínimo 60
litros
3. Espécies
Temperadas
– 19º-22º C
H.abdominalis,
1par/50
litros-
volume
mínimo 240
litros
H.capensis 1
par/20
litros-
volume
mínimo 40
litros
H.breviceps,
1 par/20
litros-
volume
mínimo 40
litros
SELECÇÂO DA
FAUNA DO
AQUÀRIO
Os
cavalos-marinhos,
selvagens ou
de
cativeiro,
não são bons
nadadores,
são pouco
agressivos e
pouco dados
a competir
por
alimento.
Têm poucas
defesas
contra
agressões e
são mais
fáceis de
manter em
aquários só
de
cavalos-marinhos.
No entanto,
os
cavalos-marinhos
juvenis e
adultos
podem ser
mantidos com
alguns
animais
limpadores.
Invertebrados
compatíveis:
nassários,
cerítios,
turbos,
Neritas,
clibanários,
camarões
Lysmata spp,
entre
outros.
Peixes
compatíveis:
vários
gobies,
blennies,
chromis e
outros.
Corais
compatíveis:
Xenia spp.,
gorgónias,
Euniceia,
Sinularia,
Sarcophyton
spp. entre
outros.
Invertebrados
incompatíveis:
cefalópodes,
anémonas,
nudibrânquios,
ouriços,
entre
outros.
peixes
incompatíveis:
triggerfish,
tangs,
groupers,
entre
outros.
corais
incompatíveis:
Lace corals,
Fire corals,
Goniopora,
entre
outros.
NUTRIÇÂO
Recomendamos
que só
adquira
cavalos
marinhos de
cativeiro
que tenham
sido
habituados a
comida
congelada
para
facilitar a
alimentação.
Ofereça o
alimento
previamente
descongelado
uma ou duas
vezes por
día. Pode-se
complementar
o alimento
congelado
com ração
uma vez por
semana, para
aumentar a
variedade de
nutrientes.
Os alimentos
congelados
podem ser
suplementados
com
vitaminas
para peixes,
carotenoides
e HUFAs
(Ácidos
gordos,
altamente
insaturados,
como Selcon
ou Zoecon).
O alimento
vivo deve
ser
enriquecido
con
alimentos
nutritivos e
vitaminados
antes de ser
oferecido.
A artémia
deve sempre
ser
enriquecida.
Para além
disso, uma
dieta só de
artémia não
é
apropriada.
CONHEÇA A
SUA ESPÉCIE
DE CAVALO
MARINHO
Qualquer
informação
que garanta
que uma
espécie de
cavalo
marinho de
uma região
temperada
pode ser
mantido a
temperaturas
tropicais é
falsa
podendo
causar a
morte destes
em poucas
semanas. Os
cavalos
marinhos de
tamanho
médio a
grande, H.
Reidi e H.
erectus são
os mais
apropriados
para uma
primeira
vez. O
cavalo
marinho anão
H. Zosterae
são muito
resistentes
mais exigem
cuidados
especiais e
alimento
vivo
diariamente.
Se não tem a
certeza do
nome
científico
do seus
cavalos
marinhos
pode
identificá-los
no menu
padroes. .
Conheça as
necessidades
específicas
da espécie
antes de a
comprar.