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Informações e cuidados básicos.
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Características das Serpentes

As serpentes, também conhecidas como ofídios, cobras ou víboras, são animais vertebrados da classe Reptilia, ordem Squamata. A palavra réptil vem do latim, reptum, que significa rastejar. Squamata também vem do latim, e significa escamado.

Possuem corpo alongado recoberto de escamas córneas, e não têm membros locomotores. São animais pecilotérmicos (não conseguem controlar a temperatura de seus corpos), assim como os demais répteis, os peixes e os anfíbios.

Sua história evolutiva tem 110 milhões de anos, possivelmente 140 milhões de anos. Evoluíram em terra, a partir dos lagartos (espécies mais primitivas de serpentes, como as da família Boidae, possuem um vestígio de cinturão pélvico e, em alguns casos, vestígios de membros traseiros). São características das serpentes:

     - Ausência de membros locomotores;
     - Ausência de ouvido externo, ouvido médio e tímpano;
     - Olhos com pálpebra fixa;
     - Grande elasticidade bucal, devido à união das duas mandíbulas inferiores na parte anterior por ligamento elástico;
     - Pele bem elástica, coberta de escamas córneas;
     - Troca Periódica de Pele (Ecdise)
     - Respiração pulmonar;
     - Esqueleto ósseo.
 

Seu tamanho quando adulta varia de 10 cm (cobra-cega) até cerca de 10 metros (sucuri).
 

Pequena como a Atractus albuquerquei
© Paulo Bernarde
Grande como a surucucu
© Desconhecido
São capazes de distender o diâmetro de seu corpo em até 6 vezes, para se alimentar de animais bem maiores que elas. Têm muita força e são extremamente rápidas ao atacar.
esqueleto
© Giuseppe Puorto
Apresentam em média 800 ossos, e podem ter de 180 a 400 vértebras.
Só no crânio há 43 ossos.

Seus ossos não são soldados, permitindo grande mobilidade do esqueleto, que pode ser achatado vertical ou horizontalmente e também pode ser alargado com facilidade.
Achatamento Dorsal
Achatamento Dorsal da Tomodon dorsatus
© Ivan Sazima
Achatamento Lateral
Achatamento Lateral da Spilotes pullatus
© Otávio Marques
As mandíbulas inferiores não são fundidas, mas unidas pela própria pele, formando um ligamento elástico.

Crescem rapidamente após o nascimento, e geralmente alcançam a maturidade aos 2 anos (as grandes, como a jibóia e sucuri, aos 4 ou 5 anos). Vivem de 5 a 35 anos, conforme a espécie a que pertencem (e vivem mais em cativeiro, devido aos cuidados que recebem).

A distinção entre macho e fêmea nem sempre é bem aparente. Geralmente a fêmea é maior que o macho, pois ela deve abrigar os ovos ou os filhotes em desenvolvimento. Ademais, ela apresenta um estrangulamento abrupto da cauda na altura da cloaca. Em muitas espécies a cauda do macho é mais longa e mais grossa que a da fêmea, pois deve alojar o músculo que retrai o hemipênis.

O formato da seção do corpo de uma serpente está ligado a seu estilo de vida:

    As fossoriais (que vivem abaixo da superfície do solo) são cilíndricas.
    As terrícolas têm o dorso arredondado mas o ventre é achatado, para dar suporte ao corpo em superfícies irregulares.
    As que costumam escalar possuem ventre e laterais achatados, e possuem formas angulares nas extremidades do corpo.
    Algumas espécies arborícolas são praticamente quadradas.
    As aquáticas são ovaladas, tendo as laterais mais próximos para facilitar a propulsão através da água.
    Algumas serpentes são triangulares, mas a razão para isto ainda é desconhecida.

Fontes:

  • Comportamento predatório de serpentes (Boidae) de diferentes hábitos e biometria de crescimento e Ecdise de Eunectes murinus Linnaeus, 1758 em laboratório
    Henrique Abrahão Charles, 2007 - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Site do Instituto Butantan - Museu Biológico
     
  • Site do IBAMA - RAN

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