Reprodução das Serpentes
| Serpentes só se encontram para acasalar,
portanto na época reprodutiva, geralmente o verão.
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Cópula
| A cópula só pode acontecer entre macho e fêmea
da mesma espécie. Por essa razão, na época do
acasalamento as fêmeas liberam substâncias químicas
específicas para atrair um macho da mesma espécie.
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© Giuseppe Puorto |
Machos podem disputar a fêmea numa
dança-combate:
eles não se agridem, mas aquele que for derrubado se
retira.
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Antes da cópula o macho fricciona a parte
inferior de sua cabeça contra o dorso da fêmea.
No momento da cópula as aberturas cloacais do macho
e da fêmea se encostam, o hemipênis inflado com
sangue é colocado diretamente dentro da fêmea, e o
esperma é liberado.
O hemipênis tem espinhos calcários, que se prendem à
parede da cavidade da fêmea para impedir que o casal
se solte durante a cópula. O casal fica vulnerável a
seus predadores nesse período, que pode durar desde
alguns minutos até 72 horas.
A fêmea pode guardar o esperma por anos, ou fecundar
os óvulos logo depois do acasalamento.
As serpentes podem ser ovíparas ou vivíparas. No
Brasil, a maioria das serpentes é ovípara. |
Ovíparas
© Otávio Marques |
O processo de postura
dura uns 15 minutos.
Algumas espécies põem os ovos logo após a
fecundação, e são necessários mais 3 ou 4 meses para
o filhote ficar completamente formado.
Outras espécies põem os ovos 3 ou 4 meses depois da
fecundação, com os filhotes já formados. |
© Giuseppe Puorto |
A quantidade média de ovos varia
conforme a espécie, e pode variar de 1 a 100 ovos
por postura. Eles são depositados em ambiente
externo, em local abrigado do sol. Têm a forma
elipsóide e casca pergaminosa resistente e flexível,
geralmente de cor branca. |
© Ivan Sazima |
A grande maioria das espécies
abandona os ovos logo após a postura. Quando os ovos
eclodem os filhotes rompem a casca com um pequeno
dente, que logo depois é perdido, e imediatamente se
dispersam em busca de água e comida. |
Vivíparas
© Ivan Sazima |
As vivíparas esperam que os
embriões, envoltos em membranas, se desenvolvam no
interior de seu corpo. O tempo entre a fecundação e
o nascimento é de 60 a 70 dias, dependendo da
espécie. A quantidade de filhotes pode variar de 1 a
50, a cada parto. Os filhotes já nascem
desenvolvidos, e imediatamente se afastam da mãe e
dos irmãos, em busca de água e comida.
As boídeas, viperídeas - exceto Lachesis (surucucu)
- e algumas colubrídeas são vivíparas.
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Filhotes
| A quantidade filhotes varia de acordo com a
espécie, e a maioria dele nasce com cerca de 20 cm.
O nascimento ocorre geralmente durante a segunda
metade da época das chuvas.
A sobrevivência dos recém-nascidos depende de
sorte, pois raras espécies de serpentes protegem
seus ovos ou filhotes: |
| A Lachesis muta se enrola,
envolvendo os ovos, e permanece imóvel até a
eclosão. |
| A Pseudoeryx plicatilis,
espécie semi-aquática, ataca os intrusos que se
aproximam dos ovos. |
| Filhotes podem ser idênticos aos pais ou
apresentar desenhos e cores diferentes das dos
adultos, para ficarem camuflados no seu habitat
enquanto jovens (dependendo do que lhes der maior
proteção), e nesse caso ao crescerem vão lentamente
adquirindo o padrão dos adultos, graças às trocas de
pele.
As serpentes da espécie Corallus caninus (periquitambóia)
são bons exemplos de mudança de cor durante o
crescimento: a serpente é vermelha quando jovem, e
depois de adulta é verde. |
Periquitambóia Jovem
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Periquitambóia Adulta
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© Paulo Buhrnheim |
© Paulo Buhrnheim |
Fontes:
- Serpentes da Mata Atlântica - Guia Ilustrado
Marques, O. A. V.; Eterovic, A.; Sazima, I. - Editora
Holos, 2001
- Site de Paulo Bernarde - Apostila do Curso de
Herpetologia
- Site do Instituto Butantan - Museu Biológico
Giuseppe Puorto
- Site do IBAMA - RAN
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